Mais da metade dos corpos dos 117 suspeitos mortos na megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, já foram identificados. Necropsias são realizadas no Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto, no Centro do Rio
IML do Rio foi fechado para receber somente os corpos das vítimas da operação.
familiares estiveram no local para buscar informações e realizar reconhecimento das vítimas. Parentes precisam se cadastrar antes de serem autorizadas a fazer o reconhecimento. O cadastro é feito no Detran do Rio, localizado ao lado do necrotério, antes do reconhecimento oficial.
O IML é o órgão técnico responsável por analisar todos os cadáveres da operação. A partir da análise, elabora laudos detalhando o estado dos corpos e possíveis causas das mortes.
Contagem oficial de corpos só foi atualizada após moradores de comunidades afetadas recuperarem e enfileirarem os corpos nas ruas.
O governador Cláudio Castro (PL) afirmou que ainda não há um balanço definitivo de mortos, pois o número oficial só é contabilizado quando os corpos dão entrada no Instituto Médico-Legal (IML) ou em hospitais públicos, o que pode ainda não ter ocorrido em alguns casos.
Operação deixou 121 mortos e prendeu 113 pessoas, segundo balanço divulgado pela polícia. Entre as vítimas há quatro policiais. Esta se tornou a ação policial mais letal da história do Brasil, ultrapassando o massacre do Carandiru, que deixou 111 presos mortos.
(Do UOL, no Rio e em São Paulo. Imagem: Edu Carvalho/Colunista de Ecoa).
