Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Redenção

Servidores suspeitos de atrapalhar investigações da PF são exonerados pelo governo do Tocantins

Dois alvos de buscas durante Operação Nêmeses foram exonerados de cargos no governo do Tocantins, na quarta-feira (12). Os servidores são Antoniel Pereira do Nascimento e Alan Rickson Andrade de Araújo. Os atos foram assinados pela secretária-chefe da Casa Civil.

A Operação Nêmeses foi realizada pela Polícia Federal para investigar a possível prática de embaraço a investigação sobre desvio de recursos públicos com a compra de cestas básicas durante a pandemia.

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins. Os documentos foram expedidos pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell.

Segundo a decisão, Álan Rickson é concursado como analista de Tecnologia da Informação, mas estava lotado na Secretaria de Participações e Investimentos como assessor de estruturação de parcerias e concessões, com um salário de R$ 34 mil.

A suspeita da polícia é de que ele seria informante do advogado Thomas Jefferson, ex-secretário de Parcerias e Investimentos, que é apontado pela polícia como responsável por atrapalhar as investigações da Fames-19 e supostamente avisar o governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) sobre o cumprimento de mandados no início de setembro.

Antoniel Pereira é servidor público municipal e tinha sido cedido ao governo do Tocantins, sendo lotado na Secretaria Executiva do governador Wanderlei. Para a polícia, a suspeita é de que há incompatibilidade entre sua remuneração e seu patrimônio declarado. Conforme a decisão, ele tinha vencimentos de pouco mais de R$ 6,3 mil.

Foram encontrados indícios de que ele fez negociações com parentes de Wanderlei e foi apontado como “pessoa interposta”, tendo ajudado a esvaziar a casa da sogra de Wanderlei.

(Por Patrício Reis, g1 Tocantins. Foto: Polícia Federal/Divulgação)