O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na quinta-feira (18/12), que caso haja participação de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no esquema de fraude do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ele será investigado, assim como os demais suspeitos. “Tenho dito pros meus ministros e pessoas que participam da CPI, é importante que haja seriedade para investigar todas as pessoas que estão envolvidas, se tiver filho meu envolvido, será investigado”, disse Lula, durante coletiva com jornalistas.
Em depoimento, um ex-funcionário de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, afirmou que o lobista teria feito um pagamento de R$ 25 milhões para o filho do presidente da República e que pagava também uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil.
A Polícia Federal (PF) tem em mãos a documentação que comprova uma das viagens do Careca do INSS com Lulinha. Os dois viajaram de 1ª classe de Guarulhos (GRU) para Lisboa (LIS), no dia 8 de novembro do ano passado.
Lulinha mudou-se para Madri, capital da Espanha, em meados deste ano. A mudança, considerada repentina por integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, gerou dúvidas entre os parlamentares. Os congressistas querem saber se Lulinha teve acesso antecipado às investigações ou se decidiu sair no momento em que ficou claro que haveria uma CPMI para tratar do tema no Congresso.
A amiga de Lulinha, Roberta Luchsinger, foi um dos alvos da nova fase da operação da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrada nesta quinta-feira (18/12). Segundo as investigações, Careca teria mandado R$ 1,5 milhão para a empresária amiga do filho de Lula.
(Metrópoles/Daniela Santos/Catielen de Oliveira. Foto: Alex Silva/Estadão conteúdo)
