Migrantes venezuelanos que tiveram que deixar o país natal castigados pela crise econômica relataram “misto de sentimentos” após os ataques militares lançados pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada de sábado (3). Longe do país de origem, eles acompanham as notícias e falam em expectativa de mudança política e medo de novas perdas para quem ficou.
A fronteira do Brasil com a Venezuela está fechada após ataque dos EUA e anúncio da captura de Nicolás Maduro. O Exército brasileiro acompanha a situação e há militares e viaturas posicionadas próximos ao marco onde ficam as bandeiras dos dois países.
Entenda:
Os Estados Unidos lançaram um ataque militar de grande escala contra a Venezuela com explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A ofensiva resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, segundo anunciou o presidente americano Donald Trump.
Professor universitário por mais de quatro décadas na Venezuela, José Gregorio Tovar, de 68 anos, vive há um ano e oito meses na capital roraimense, separado da família. Para ele, a ofensiva era algo esperado por parte da população que se sentia sem alternativas.
“Esse ataque era esperado. O povo venezuelano não tinha mais apoio interno. Foram anos de uma ditadura que oprimiu o povo, destruiu a economia, a educação e empurrou milhões para fora do país. Queríamos mudanças”, afirmou.
(Por Caíque Rodrigues, Kailane Souza, g1 RR e Rede Amazônica — Boa Vista. Foto: PM/Divulgação)
