O Hospital Regional Público do Araguaia (HRPA), em Redenção, segue sendo ampliado e descentralizando o serviço de nefrologia, desde consultas ambulatoriais especializadas até os mais complexos procedimentos na terapia intensiva e pós-transplante e, para fortalecer ainda mais a excelência no cuidado centrado nos pacientes renais crônicos, iniciou a oferta do Ambulatório de Doença Mineral Óssea (DMO-DRC).
“A Doença Mineral Óssea é uma das complicações mais graves da Doença Renal Crônica (DRC), levando ao comprometimento grave da qualidade de vida do paciente e, em consequência, aumenta a sua mortalidade”, destaca o coordenador médico responsável técnico do Serviço de Nefrologia e da Linha de Cuidado de Nefrologia do HRPA, Giordano Floripe.
O profissional pontua que essa complicação da Doença Renal Crônica (DRC) demonstra a importante interconexão entre os rins, a saúde óssea e o sistema endócrino. “Quando os rins falham, a produção hormonal e a regulação de substâncias essenciais são comprometidas, levando a ossos frágeis, fraturas, deformidades limitantes e dores intensas, que impactam severamente na qualidade de vida do indivíduo”, explica o nefrologista.
O tratamento multiprofissional com dieta e medicamentos, é fundamental, mas em muitos casos, a progressão da doença leva ao aumento da função das glândulas paratireoides. Nos casos mais severos, a intervenção cirúrgica é indicada para reduzir o tamanho das glândulas e torna-se essencial para a qualidade de vida do paciente.
“Antes, essa possibilidade de tratamento cirúrgico especializado e sistemático era praticamente inexistente fora de Belém. Com a chegada deste novo serviço, a Secretaria de Saúde do Estado (Sespa) utiliza o HRPA para preencher uma lacuna vital do sistema de saúde. Contando com o apoio de um cirurgião de cabeça e pescoço integrado à equipe, os casos mais graves poderão ser atendidos e conduzidos aqui em Redenção, evitando o difícil deslocamento para Belém ou outro município”, analisa Giordano Floripe.
A agenda cirúrgica é mensal e o cuidado pós-operatório demanda atenção intensiva. “Este é um trabalho coletivo que visa ir além, oferecendo aos nossos pacientes a oportunidade de uma vida mais longa e com melhor qualidade. Acreditamos que iniciativas como o Ambulatório de DMO-DRC são cruciais para que a medicina de alta complexidade prospere no interior, atendendo cada vez mais pessoas e reforçando o compromisso do HRPA com a saúde da população paraense”, garante o diretor-geral da unidade hospitalar, Ricardo Arruda.
O HRPA possui um setor exclusivo para acolher os pacientes com doenças renais crônicas. O Centro de Hemodiálise, com 34 máquinas em funcionamento, oferece atendimento para 204 pacientes divididos em três turnos e presta assistência para pacientes em diálise peritoneal, além de ser o único hospital do sul do Pará capacitado para realizar transplante renal.
(Pallmer Barros/Ascom HRPA/Por Governo do Pará/SECOM. Foto: divulgação)
