Terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Redenção

Conselho da Paz: 23 países aceitam e 6 dizem não a Trump; Brasil evita resposta direta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou na quinta-feira (22) o “Conselho da Paz”. Cerca de 60 países foram convidados a integrar a iniciativa. Desses, ao menos 23 já aceitaram o convite, e seis rejeitaram.

O Conselho da Paz é uma estrutura criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro.

Desde que Trump anunciou o conselho, diplomatas vêm dizendo que a medida pode enfraquecer as Nações Unidas como um todo.
De acordo com uma cópia do estatuto do conselho obtida pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo.
Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões). Os recursos serão administrados por Trump.
Países mais alinhados a Trump, como Argentina e Israel, estiveram entre os primeiros a anunciar adesão ao conselho. Por outro lado, nações europeias veem a iniciativa com preocupação. O Brasil ainda avalia a proposta — veja a posição de Lula mais abaixo.

Segundo a agência de notícias Bloomberg, a Itália foi convidada para ser um dos países fundadores, mas ainda não respondeu ao convite do governo americano.

Até agora, o Canadá é o único país que teve o convite cancelado por Trump. O presidente americano anunciou a decisão após uma troca de farpas com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, no Fórum Econômico Mundial.

Nesta sexta-feira (23), o presidente Lula afirmou que o mundo vive um momento “muito crítico” do ponto de vista político e disse que a Carta da ONU está sendo “rasgada”. Ele também criticou o Conselho da Paz de Trump.

Veja a seguir quem já aceitou e quem recusou o convite de Trump.

Países que aceitaram
Armênia
Arábia Saudita
Argentina
Azerbaijão
Bahrein
Belarus
Bulgária
Catar
Cazaquistão
Egito
Emirados Árabes Unidos
Hungria
Indonésia
Israel
Jordânia
Kosovo
Marrocos
Mongólia
Paquistão
Paraguai
Turquia
Uzbequistão
Vietnã
Países que recusaram
França
Noruega
Eslovênia
Suécia
Espanha
Alemanha
Países que estão analisando
Brasil
Reino Unido
China
Croácia
Itália
Rússia
Singapura
Ucrânia

(Por Redação g1. Foto: REUTERS/Denis Balibouse)