A cidade de Ananindeua, na Grande Belém, registrou quatro mortes por doença de chagas este ano. O número é maior que todos os óbitos registrados nos últimos cinco anos no município. Diante do avanço da doença, o Ministério da Saúde classificou o cenário como surto.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua divulgados até segunda-feira (26), há 14 casos notificados da doença em janeiro. Das quatro mortes, uma delas foi de uma menina de 11 anos, que morreu após ficar quase duas semanas internada na UTI.
O Ministério da Saúde informou que acompanha a situação epidemiológica da doença no município, onde foi identificado um surto associado à transmissão oral, a partir da ingestão de água ou alimentos contaminados com agentes infecciosos.
Dados da Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa) mostram que o número de casos registrados até o momento em Ananindeua, apenas em janeiro, representa cerca de 30% de todos os casos de 2025.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que intensificou as ações de vigilância, monitoramento e atendimento aos pacientes, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde, com apoio técnico do Instituto Evandro Chagas (IEC).
A primeira morte foi notificada foi do jovem Ronald Maia da Silva. Segundo a família, ele apresentou os primeiros sintomas no início de dezembro e passou por atendimento em uma UPA de Ananindeua e em dois prontos-socorros de Belém.
(Por Carolina Mota, g1 Pará — Belém. Foto: Reprodução/Secretaria de Estado da Saúde)
