Com três governadores colocados como potenciais presidenciáveis, o PSD tenta se posicionar como alternativa para o eleitorado de direita não alinhado ao bolsonarismo, segmento que ainda concentra suas preferências majoritariamente em Flávio Bolsonaro (PL), segundo cenários da pesquisa Quaest mais recente, divulgada em 14 de janeiro.
Nesta semana, o partido de Gilberto Kassab ampliou o leque de possíveis pré-candidatos com a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. O PSD já contava com Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e prevê anunciar o escolhido em abril.
O movimento é apontado como o mais relevante no campo da direita desde o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) como o escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para enfrentar Lula (PT), que tentará a reeleição.
No meio político, a articulação é lida também como uma tentativa de construir uma alternativa ao bolsonarismo, num cenário em que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já afirmou que não será candidato à Presidência e disputará a reeleição. Tarcísio tem dito que estará no palanque de Flávio, inclusive.
Caiado, Ratinho e Leite afirmaram em entrevistas recentes que o candidato do PSD deve buscar o voto do eleitor de centro-direita para superar Flávio Bolsonaro e ir para o segundo turno com Lula.
Pesquisa mostra cenário favorável a Flávio na direita
Na pesquisa Quaest de janeiro, que ouviu 2.004 pessoas, 21% dos entrevistados declararam ser da direita não bolsonarista e 12% afirmaram ser bolsonaristas. São 33% no total.
(Por Felipe Turioni, g1 — São Paulo. Foto: Reprodução/X)
