Em relatório entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que a Associação Moriá “não detém capacidade técnica e operacional necessárias para a execução do volume de recursos federais que recebeu”.
A organização da sociedade civil (OSC) foi indicada para receber R$ 74 milhões por meio de emendas parlamentares entre 2023 e 2024. Dessas, R$ 53 milhões eram provenientes de políticos do Distrito Federal, e a maioria dos recursos foi destinada a um projeto gamer.
O documento destacou que a associação “não comprovou possuir estrutura material própria ou quadro de pessoal compatível para executar com segurança o vulto dos repasses que recebe”. A coluna Grande Angular, do Metrópoles, revelou que a Moriá é gerida por laranjas: os diretores são motorista, esteticista e ex-cabo do Exército.
A auditoria revelou que os contratos de parceria fechados com órgãos públicos “apresentam orçamentos genéricos que favorecem o sobrepreço”.
No Ministério dos Esportes, houve evidência de superfaturamento de R$ 1,73 milhão por locações diárias de TI [tecnologia da informação]. Na Secretaria-Geral da Presidência, houve “inexecução total da fase pedagógica do projeto Enem” e, no Ministério da Cultura, houve rompimento da rastreabilidade financeira, segundo a CGU.
(Metrópoles/Samara Schwingel/Manoela Alcântara. Foto: Arte/Metrópoles)
