A Força Aérea Brasileira começou a usar na terça-feira (24) os caças de origem sueca Gripen na defesa da capital federal.
Pela primeira vez, um caça F-39 Gripen – hoje o equipamento mais moderno da Força Aérea Brasileira – foi colocado em alerta de defesa aérea. Isso significa que ele pode ser usado em situações reais e agora é o responsável por fazer a proteção dos céus da capital da República. Vai substituir os antigos F-5, americanos.
“Agora, nós vamos ver a saída da primeira missão oficial de defesa aérea de um caça F-39 Gripen aqui da base de Anápolis. O piloto vai decolar para fazer uma patrulha na região do Planalto Central”, conta o repórter Vladimir Netto.
São 150 km até Brasília, em cinco minutos. O caça pode alcançar até 2,4 mil km/h, duas vezes a velocidade do som, e tem autonomia de até duas horas e meia de voo. O Gripen pode também ser reabastecido no ar.
“A aeronave está pronta para decolar sempre que acionada, e a finalidade se junta muito com a missão síntese da nossa força: garantir a soberania do espaço aéreo nacional”, afirma o tenente-coronel André Navarro, comandante da Base Aérea de Anápolis.
O projeto do caça foi desenvolvido a partir de uma parceria com a empresa sueca Saab, que transferiu tecnologia para empresas brasileiras como a Embraer. As discussões sobre como modernizar os caças usados pela FAB começaram na década de 1990. mas o contrato com a Saab só foi assinado em 2014. A escolha levou em conta aspectos políticos e diplomáticos. Outras ofertas — de países como França e Estados Unidos — não previam tanta transferência de tecnologia. A empresa sueca vai entregar 36 aeronaves até 2032, a um custo de cerca de US$ 4 bilhões. Parte delas está sendo montada no Brasil.
(Por Jornal Nacional. Foto: Jornal Nacional/ Reprodução)
