Segunda-feira, 16 de março de 2026
Redenção

Lata de tinta e digital parcial levaram polícia aos suspeitos de matar fazendeiro no Tocantins

Uma digital parcial coletada e uma lata de tinta apreendida pela Polícia Civil ajudaram os investigadores a chegar aos suspeitos de envolvimento na morte do produtor rural José Geraldo Oliveira Fonseca, de 39 anos, em Miranorte. Os detalhes da investigação estão na decisão que autorizou a prisão de seis suspeitos.

O crime aconteceu na noite de 7 de setembro de 2024. José Geraldo jantava com a família em uma pizzaria no centro da cidade quando dois homens em uma moto chegaram. Câmeras de segurança registraram o momento em que um dos criminosos desceu e atirou na vítima pelas costas.

Um dos executores foi identificado após peritos encontrarem fragmentos de digitais no retrovisor da moto usada no crime. Os agentes cruzaram os dados da digital com o banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e chegaram ao nome de Rosevaldo Pedrosa de Albuquerque Júnior.

Rosevaldo e José Nadson de Santana Júnior, apontados como os pistoleiros, foram localizados em Maceió (AL), mas morreram após confronto com a polícia durante a tentativa de prisão.

Conforme a polícia, a moto usada no dia do crime estava com a placa alterada e tinha sido pintada há pouco tempo para dificultar o trabalho da polícia.

Durante as investigações, uma lata de tinta semelhante à usada para pintar a moto foi encontrada pela polícia, além de registros de transferências bancárias. Os indícios reforçaram o elo entre os executores e o produtor rural Roberto Coelho de Sousa, que é apontado pela polícia como suposto mandante do crime.

O crime teria sido intermediado por Adão dos Reis Bessa, funcionário de Roberto.

“Deferida a representação, a Polícia Civil deu fiel cumprimento aos mandados, tendo sido apreeendidos, dentre outros objetos, os telefones celulares dos investigados, bem como uma lata de tinta semelhante à utilizada para descaracterizar a motocicleta utilizada na execução do crime”, diz trecho da decisão.

(Por Igor Carneiro, g1 Tocantins. Foto: Arquivo Pessoal)