Investigações da Polícia Civil identificaram um esquema que usava empresas de fachada para simular negociações milionárias no setor do agronegócio, gerando créditos fraudulentos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A sonegação fiscal pode ter causado um prejuízo de mais de R$ 55,9 milhões aos cofres estaduais. A operação foi chamada de El Dourado.
Durante a manhã de terça-feira (24), a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva em Unaí (MG), contra o principal responsável pelo esquema. Outras duas pessoas foram presa em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.
Outro mandado de prisão preventiva foi expedido contra um contador, mas ele não foi localizado e é considerado foragido. Os policiais também cumpriram seis ordens de busca e apreensão, sendo duas em Unaí (MG) e quatro em Palmas. Foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e computadores.
Segundo a polícia, o grupo era composto por empresas de fachada. No esquema, os integrantes simulavam negociações com grãos como soja e milho por meio de notas fiscais falsas para gerar créditos de ICMS. Em apenas seis meses, uma das principais empresas declarou uma movimentação superior a R$ 464 milhões, mas recolheu apenas cerca de R$ 39 mil em tributos.
(Por Stefani Cavalcante, g1 Tocantins. Foto: Divulgação/PCTO)
