O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, terça-feira (24/3), para tornar inelegível o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) por abuso de poder político e econômico.
O placar, até o momento, é de 4 a 1 — o único a divergir é o ministro Nunes Marques. O ex-chefe do Palácio Guanabara renunciou ao cargo às vésperas do julgamento no TSE. A inelegibilidade de oito anos passa a contar a partir de 2022, quando o ilícito foi cometido.
Votaram para cassar:
Isabel Gallotti
Antonio Carlos Ferreira
Floriano Marques Neto
Estela Aranha
Para absolver:
Nunes Marques
O julgamento foi retomado com Nunes Marques, na terça-feira, após pedido de vista que interrompeu a análise em 10 de março, logo após o voto do ministro Antonio Carlos Ferreira, que acompanhou a relatora, ministra Isabel Gallotti.
A maioria dos ministros acompanhou a relatora, que considerou que o ex-governador e Rodrigo Bacellar (União Brasil) incorreram em abuso de poder político.
Bacellar é presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Em parecer, o Ministério Público Eleitoral afirma que recursos do governo estadual teriam sido direcionados, por meio da Ceperj, com finalidade eleitoral. Segundo o órgão, isso teria desequilibrado o pleito que resultou na reeleição de Castro.
(Metrópoles;Manoela Alcântara. Vinícius Schmidt/Metrópoles)
