A Polícia Civil investiga policiais militares e um servidor público por usarem truculência e ameaças constantes para cobrar dívidas de agiotagem em Guaraí e Palmas. Segundo a investigação da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deic), o grupo usava “terror psicológico” e métodos de coação para forçar pagamentos com juros abusivos.
Durante a Operação Nêmesis, deflagrada na sexta-feira (24), a Polícia Civil deu cumprimento a mandados de prisão preventiva e ordens de suspensão das funções públicas contra os investigados. As medidas judiciais visam garantir a instrução do processo e impedir a continuidade das atividades do grupo.
A investigação aponta que o esquema era financiado por Francisco de Assis Gomes de Almeida, o “DiAssis”. Para as cobranças, ele supostamente contava com o apoio dos policiais militares Delcio Lima de Borba Junior e Valdimar Rufino de Sousa, além do funcionário do sistema penal Roberto Plathyny Vieira Saraiva.
Os quatro suspeitos passaram por audiência de custódia realizada neste domingo (26) e seguem presos. A defesa, representada pelo advogado Vinícius Moreira, informou que deve entrar com um pedido de liberdade nesta segunda-feira (27).
Em resposta às investigações, a PM informou que os dois policiais citados foram imediatamente afastados de suas funções. A corporação realizou o recolhimento do armamento institucional e instaurou procedimentos administrativos internos.
(Por Igor Carneiro, g1 Tocantins. Foto: Divulgação/PCTO)
