Terça-feira, 5 de maio de 2026
Redenção

Justiça nega habeas corpus a médico preso por arrastar namorada em Belém

A Justiça do Pará negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do médico Felipe Almeida Nunes. A decisão foi divulgada na terça-feira (5) e mantém a prisão preventiva do investigado, preso por arrastar a namorada por uma rua de Belém, em 2025. Ele já respondia por violência doméstica e tem condenação em 1ª instância por divulgar conteúdo íntimo.

A decisão é da desembargadora Eva do Amaral Coelho, que indeferiu o pedido liminar. Segundo a magistrada, não foram identificados elementos que indiquem ilegalidade na prisão, nem estão presentes os requisitos necessários para concessão da medida urgente, como plausibilidade jurídica e risco de dano irreparável .

A defesa alegava, entre outros pontos, inépcia da denúncia, excesso de prazo na tramitação do processo e ausência de fundamentos para a manutenção da prisão preventiva. Também pediu a substituição da prisão por medidas cautelares.

O crime
O caso aconteceu na madrugada de 26 de outubro de 2025, na rua João Balbi, em Belém.

Segundo a denúncia, o médico arrastou a então namorada por alguns metros com o carro após uma discussão. O episódio ocorreu depois de um evento, quando a vítima tentou impedir que ele dirigisse sob efeito de álcool.

De acordo com o relato, o investigado apresentou comportamento agressivo dentro do veículo, com ofensas verbais e atitudes consideradas descontroladas. Após a discussão continuar fora do carro, ele empurrou a vítima, que caiu. Ao tentar recuperar pertences no veículo, ela foi arrastada quando o motorista acelerou.

A vítima foi socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico.

(Por g1 Pará. Foto: Redes Socias)