Auditores-fiscais do Trabalho libertaram dois peões de uma fazenda de criação de gado em Jacundá, no sudeste do Pará, submetidos a condições análogas à escravidão. Um dos resgatados trabalhava no local desde 2013, em extrema vulnerabilidade, segundo os fiscais.
O empregador foi notificado a paralisar operações, rescindir contratos e pagar R$ 121.514,76 em verbas rescisórias. Os trabalhadores receberam guias para três parcelas de seguro-desemprego, sendo R$ 1.621 cada, e foram encaminhados à assistência social.
A operação iniciou no último dia 5 de maio e expôs moradias insalubres, riscos à saúde e ausência de proteções básicas. A ação teve envolvendo o Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Federal.
Os trabalhadores viviam em um casebre de madeira em ruínas na zona rural, com paredes podres cheias de buracos que davam acesso a cobras, aranhas, escorpiões e ratos. As portas não tinham tranca; a cozinha era com fogão a lenha enchendo o ar de fumaça tóxica.
(Por g1 Pará — Belém. Foto: Reprodução / MPT-PA/AP)
