Na costa da Ilha de Vancouver, no Canadá, o fundo do oceano está literalmente se partindo. Pela primeira vez, cientistas conseguiram flagrar uma placa tectônica se rompendo ativamente, em um processo que marca o início do fim de uma zona de subducção — a região onde uma placa mergulha sob a outra e alimenta cadeias de vulcões e terremotos.
A descoberta, publicada na revista Science Advances, mostra imagens sísmicas inéditas da região de Cascadia, no Pacífico Norte, onde as placas Juan de Fuca e Explorer estão se fragmentando sob a placa norte-americana.
“Esta é a primeira vez que temos uma imagem clara de uma zona de subducção em vias de extinção”, afirma o geólogo Brandon Shuck, da Universidade Estadual da Louisiana (EUA), autor principal do estudo.
As zonas de subducção são regiões profundas do planeta onde as placas oceânicas mergulham em direção ao interior da Terra, empurradas por forças tectônicas.
É nesses limites que se concentram alguns dos maiores terremotos e vulcões do planeta, como o do Japão e o do Chile.
Com o tempo, no entanto, essas regiões podem enfraquecer e se romper — fenômeno que muda a arquitetura do planeta e influencia a formação de novos continentes.
(Fonte:G1. Foto: AI/ScienceDaily.com)
