Contrariando a promessa de campanha do presidente Lula (PT) de zerar a fila do INSS, a lista de espera dobrou no atual governo.
Em janeiro de 2023, início da gestão, 1,2 milhão de pessoas esperavam por serviços como aposentadorias, pensões, BPC, licença-maternidade e perícias de auxílio-doença.
Em outubro, o número chegou a 2,86 milhões, segundo dados do próprio INSS consultados pelo UOL.
Em nota, o instituto disse à reportagem que o aumento da fila se deve a mudanças na legislação, “que ampliam a rede de proteção beneficiária”.
O instituto cita o perfil demográfico da população e a nova metodologia de cálculo da renda familiar de quem vai receber o BPC (Benefício de Prestação Continuada) —salário mínimo pago a pessoas com deficiência ou a idosos de baixa renda acima de 65 anos.
“O crescimento do estoque de requerimentos) trata-se de um desafio complexo, cuja resolução vai além das ações do INSS, pois a análise dos benefícios muitas vezes envolve outros órgãos. O INSS tem implementado diversas medidas com o objetivo de enfrentar essa situação, como a realização de mutirões e, mais recentemente, a criação de um comitê de enfrentamento à fila”.
Nota do INSS
Durante o governo Lula, a fila para concessão do BPC aumentou. O total passou de 511 mil pessoas, em junho de 2023, para 898 mil em setembro desde ano, último dado disponível.
Já a fila de aposentadorias encolheu no período, de 357 mil para 283 mil pessoas.
(Eduardo Militão/Do UOL, em Brasília. Imagem: Eduardo Militão/UOL)
