Domingo, 15 de março de 2026
Redenção

Cresce expectativa pela delação de Vorcaro

A manutenção da prisão e as trocas no time de advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aumentaram as especulações sobre uma possível delação premiada do banqueiro.

Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, na Penitenciária Federal de Brasília. A prisão ocorreu na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

A prisão de Vorcaro foi analisada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que formou maioria pela manutenção da medida.

A expectativa pela delação aumentou depois do vazamento de mensagens que expõem o relacionamento próximo de Vorcaro com autoridades. A PF faz a extração dos dados dos oito celulares do banqueiro para ter noção da dimensão dos crimes.

Na última semana, outro movimento acendeu o alerta e aumentou o clima de que um acordo pode ser fechado pelo banqueiro: Daniel Vorcaro fez trocas na equipe jurídica. Entrou no caso o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, e saíram Pierpaolo Bottini e Roberto Podval.

O meio jurídico avalia que a troca abre caminho para uma delação premiada. Juca firmou acordos de delação durante a Operação Lava Jato. Antes da troca na equipe jurídica, a defesa do empresário chegou a negar tratativas para a delação do banqueiro.

Para firmar o acordo com a Polícia Federal ou com a Procuradoria-Geral da República (PGR), uma série de critérios são previstos em lei. O fluxo técnico exige, além da sinalização formal do delator, a apresentação de provas que confirmem as versões dos fatos relatados por ele.

(Metrópoles/Luana Patriolino. Foto: divulgação/Metrópoles)