O plano de modernização da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, orçado em R$ 1,5 bilhão e com execução prevista até 2029, é um dos maiores projetos de revitalização de um ativo de geração em andamento no Brasil. Longe de ser apenas uma atualização superficial, o projeto mergulha no coração da usina, substituindo e reformando componentes críticos cuja vida útil está chegando ao fim ou que necessitam de adequação tecnológica para garantir a máxima confiabilidade operacional.
A estratégia da Axia Energia é clara: assegurar que a maior hidrelétrica 100% brasileira continue sendo um pilar de segurança para o Sistema Interligado Nacional (SIN) pelas próximas décadas.
O escopo dos investimentos foi detalhado em sete contratos principais, que abrangem desde os gigantescos transformadores até os cérebros eletrônicos que controlam as unidades geradoras. A maior fatia do investimento, R$ 650 milhões, será destinada à modernização dos Sistemas de Proteção, Controle e Supervisão (SPCS) e dos Reguladores de Velocidade (RV) de todas as 25 unidades geradoras.
Essa atualização é o verdadeiro salto tecnológico da usina, pois implementa o que há de mais moderno em automação e controle, permitindo respostas mais rápidas e precisas às demandas do Operador Nacional do Sistema (ONS) e integrando novas ferramentas de diagnóstico e análise preditiva baseadas em Inteligência Artificial.
Outro foco crucial é a substituição de equipamentos de alta tensão. Um contrato de R$ 230 milhões prevê a troca de cinco geradores que atingiram o fim de sua vida útil.
(Correio de Carajás/Por: Patrick Roberto. Foto: Axia Energia)
