Quarta-feira, 1 de abril de 2026
Redenção

Forças de segurança não têm prazo para sair da Sararé em MT após cerco do Exército contra garimpo ilegal, diz Casa Civil

A megaoperação desencadeada pelo Exército e outras forças de segurança na quarta-feira (25) contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé (MT) não tem prazo para acabar, segundo o diretor geral da Casa de Governo, Nilton Tubino.

Mais de 60 suspeitos já foram conduzidos para a Polícia Federal nos dois primeiros dias do cerco, e apenas cinco permanecem presos.

A região é uma das mais devastadas na Amazônia Legal. Nos últimos anos, o território foi dominado pela organização criminosa Comando Vermelho, segundo investigação da Polícia Civil.

“Não temos prazo para terminar. Queremos estabilizar o território. São estruturas grandes, como no garimpo Cururu, muitos móveis, muitos bares. Isso vai levar tempo para desmanchar, mas também para evitar que retomem”, afirmou.

Com a disparada do preço do ouro no mercado internacional cresceu o apetite dos garimpeiros na região, o que deixou as autoridades em alerta redobrado.

As forças de segurança permanecem na região desde agosto do ano passado. Mas os invasores retornam ao território pela facilidade de acesso que reduz os custos com fretes dos maquinários, segundo Tubino.

“A Sararé tem facilidade de acesso, porque tem vários acessos terrestres. O custo de repor é mais rápido, não tem impedimento do rio, e tem fretes baratos”, disse.

Por isso, o Exército bloqueou todos os acessos e as forças de segurança entraram na região por terra, pelo rio, com barcos, e pelo ar, com helicópteros.

A operação é conduzida pelo Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério da Defesa, a Abin, a AGU, o Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional, a Casa Civil e o Censipam.

(Por Rogério Júnior, Ianara Garcia, g1 MT e TV Centro América.