Sexta-feira, 1 de maio de 2026
Redenção

Internos de presídio em Marabá produzem bloquetes e reescrevem o próprio futuro

Dentro do Complexo Penitenciário de Marabá, no sudeste do Pará, a rotina de 20 pessoas privadas de liberdade vai além do cumprimento da pena. De segunda a sexta-feira, por oito horas diárias, internos dos regimes fechado e semiaberto trabalham no projeto Fábrica de Bloquetes, produzindo cerca de 1.600 unidades blocos de concreto por dia, por meio de um convênio entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Prefeitura de Marabá.

A iniciativa alia capacitação profissional e ressocialização, revelando histórias que rompem estigmas.

A instalação da fábrica de bloquetes no sistema penitenciário auxilia a geração de renda, remição de pena e ressocialização das pessoas privadas de liberdade. Para trabalhar no projeto, os internos passaram por capacitação da Secretaria Obras e Vias Públicas (Sevop) de Marabá com engenheiros especializados durante duas semanas.

Atualmente a produção diária é de 1.600 blocos de concreto, somente em Marabá, sendo a meta confeccionar até a primeira quinzena de maio mais de 5 mil bloquetes. A fábrica também trabalha na construção de meio-fio.

(Correio de Carajás/Por: Emilly Coelho (Secom-Pará. Foto: divulgação)