O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu na quinta-feira (25) para 589 pessoas, segundo um balanço atualizado do governo venezuelano. O novo balanço também afirma que há 2.980 feridos.
Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
O novo balanço foi divulgado pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
O balanço é provisório.
Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas de escombros. Grupos montados por moradores das áreas afetadas para quem está buscando por parentes e conhecidos já registra mais de 24 mil desaparecidos.
Pelas redes sociais, há também vários relatos e imagens de edifícios que desabaram (veja no vídeo acima).
Vários países, entre eles Estados Unidos e Brasil, anunciaram que enviarão equipes para auxiliar nas buscas. Nesta sexta-feira (26), a ajuda começou a chegar na Venezuela.
Os dois terremotos que abalaram a Venezuela ocorreram em um intervalo de menos de um minuto e com uma diferença de 5 quilômetros entre eles. O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade venezuelana de El Guayabo, a 168 km da capital Caracas.
Além da intensidade dos tremores — de magnitudes 7,2 e 7,5 — a baixa profundidade dos dois abalos também explica o rastro de destruição deixado. Isso porque, quanto mais perto do solo, mais sentido é o terremoto.
Os tremores também ocorreram em áreas densamente populadas. Um cálculo feito pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), estimou, com base nessas variáveis, que o número de mortos possa passar de 10 mil pessoas.
(Por Redação g1. Foto: Federico Parra/AFP)
