Um dirigente religioso de 38 anos foi indiciado pela Polícia Civil por suspeita de 19 crimes praticados contra frequentadores de uma instituição em Palmas. As investigações da 3ª Delegacia de Polícia apontam que o homem utilizava a posição de líder espiritual para cometer crimes como importunação sexual, invasão de domicílio, fornecimento de drogas ilícitas, agressões físicas e violência psicológica.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a investigação aponta que o suspeito se aproveitava da influência sobre os fiéis para criar um ambiente de controle, submissão e medo.
Entre as denúncias apuradas pela polícia está o relato de uma frequentadora que afirmou ter sido vítima de abuso sexual. A mulher contou ter sofrido toques de cunho sexual sem consentimento e, segundo o relato, o dirigente alegou que estava “incorporando uma entidade espiritual” para justificar o ato. Após o episódio, ela também teria sido alvo de assédio e teve a casa invadida pelo suspeito durante a noite.
Segundo a polícia, os inquéritos apontaram o fornecimento de drogas e a indução de frequentadores ao consumo no local. A investigação identificou o incentivo ao uso de maconha e cocaína dentro da instituição. O homem alegava às vítimas que o consumo era necessário para alcançar uma “suposta conexão espiritual”.
A identidade do investigado não foi divulgada, por esse motivo, o g1 não teve acesso à defesa.
Conforme a SSP, as conclusões policiais foram fundamentadas em depoimentos de vítimas e testemunhas, laudos técnicos e gravações de áudio.
(Por Igor Carneiro, g1 Tocantins. Foto: Reprodução/RPC)
