O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) manifestou preocupação com a exposição pública de um atendimento médico em Porangatu, no norte de Goiás, após a prefeita Vanusa Valadares, do União Brasil, atribuir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade por um suposto erro de diagnóstico que levou à perda de uma gestação. Em nota, a entidade defendeu que o caso seja apurado pelas instâncias competentes, com respeito à paciente e ao profissional envolvido.
A manifestação foi divulgada depois de a prefeita afirmar que “tem que fechar todas as faculdades de medicina do Brasil”. O sindicato não comenta a responsabilidade pelo atendimento em si e ressalta que as circunstâncias precisam ser verificadas com base nos registros assistenciais e nas condições de trabalho.
“O Simego manifesta preocupação com a exposição pública de um atendimento médico em Porangatu e reforça a importância de que situações como essa sejam conduzidas com responsabilidade, respeito e apuração criteriosa”, diz a nota, assinada pela diretora administrativa da entidade, Sheila Ferro.
A nota também reconheceu que problemas relacionados à formação médica precisam ser enfrentados com seriedade e critérios técnicos. “Essas questões não podem servir de justificativa para generalizações ou para desqualificar toda uma categoria profissional”, afirma o sindicato.
(Por Rafael Oliveira/Mais Goiás – Goiânia, GO. Foto: Instagram)
