A Venezuela, antes agrícola e exportadora de café e cacau, descobriu debaixo da água a maior reserva de petróleo do planeta. A mudança levou o país a virar um cenário de extremos nos anos 70: muita riqueza, mas concentração alta, com uma elite luxuosa e maioria miserável.
O país era um grande aliado dos EUA e suas petroleiras. A Venezuela viveu uma era de prosperidade: produzia 3 milhões de barris por dia e chegou a ter qualidade de vida comparável à de Paris — mas só para uma pequena elite.
O país era chamado de “Venezuela Saudita”, em referência aos outros grandes produtores de petróleo no Oriente Médio. Enquanto isso, havia um enorme número de favelas e áreas muito pobres.
A riqueza imensa não chegava à população. A desigualdade virou terreno fértil para a revolução no começo dos anos 90, comandada pelo tenente-coronel Hugo Chávez.
A era Chávez
Após uma tentativa de golpe em 1992, Hugo Chávez foi eleito presidente em 1998. Ao seu lado, desde o início, estava Maduro. O petróleo tinha um papel fundamental no plano da revolução bolivariana. Com o dinheiro do petróleo, nove milhões de famílias tiveram acesso à moradia e muitos começaram a poder sonhar com a faculdade.
Maduro, então ministro das Relações Exteriores, articulava alianças com Cuba, Rússia e Irã. Com a saúde debilitada, Chávez escolheu Maduro como sucessor. Meses depois, veio o anúncio de sua morte.
Nicolás Maduro chegou à presidência da Venezuela como herdeiro Hugo Chávez, mas, ao longo de 12 anos que esteve no poder, usou da repressão e propaganda para se tornar um governante autoritário e centralizador.
A ascensão de Nicolás Maduro
Nos anos 1990, Maduro era apenas um motorista de ônibus nas ruas de Caracas. Sua ascensão começou quando se filiou ao Partido Socialista e foi enviado a Cuba para aprender com Fidel Castro. Décadas depois, aplicaria essas lições como presidente de um dos países mais ricos em petróleo do mundo.
(Por Fantástico. Foto: Reprodução / Fantástico)
