Quinta-feira, 19 de março de 2026
Redenção

Preço do gás dispara com ataque a reservas de energia no Oriente Médio; petróleo supera US$ 115

Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (19). O Brent — referência do mercado — atingiu o maior nível em mais de uma semana e superou os US$ 115 por barril.

A alta ocorreu após o Irã atingir instalações energéticas em diferentes pontos do Oriente Médio, em resposta ao ataque de Israel a South Pars, maior campo de gás natural do mundo.

O ataque pressionou o preço do combustível. Por volta das 8h20 desta quinta-feira (19), o preço futuro do gás natural na Europa registrava alta de cerca de 16%. Mais cedo, chegou a subir 35% na região.

Em resposta ao ataque israelense, o Irã atingiu instalações de energia no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. No Kuwait, duas refinarias da estatal de petróleo foram atingidas por drones e tiveram incêndios.

No fim da noite de quarta-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país e o Catar não tiveram qualquer envolvimento no ataque e nem tinham conhecimento prévio da ação.

Trump afirmou ainda que Israel não deve realizar novos ataques ao campo de South Pars.

Preço do petróleo
Por volta das 7h52 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent avançavam 6,58%, a US$ 114,45 por barril. Mais cedo, chegaram a subir quase US$ 8, atingindo o maior nível desde 9 de março, com pico de US$ 115,10 na sessão.

Já o petróleo WTI, dos Estados Unidos, subia 1,05%, para US$ 96,46 por barril, após ter avançado quase US$ 4 mais cedo, sendo negociado a US$ 100,02.

O WTI tem sido negociado com o maior desconto em relação ao Brent em 11 anos, refletindo a liberação de reservas estratégicas pelos EUA e custos mais altos de transporte. Ao mesmo tempo, os novos ataques a instalações energéticas no Oriente Médio reforçaram a pressão de alta sobre o Brent.

“A escalada no Oriente Médio, os ataques à infraestrutura de petróleo e a morte da liderança iraniana apontam para uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, em nota.

(Por Redação g1, g1 — São Paulo. Foto: Reuters)