O escritório Machado Meyer, que realizou auditoria independente no Banco de Brasília (BRB) com a Kroll, confirmou que os empresários de Brasília Adalberto Valadão Júnior e Leonardo Ávila foram “laranjas” do Banco Master na compra de ações do BRB, como revelado pelo Metrópoles.
A Machado Meyer representa o BRB no processo judicial em que pede indenização pelas carteiras de crédito podres ou inexistentes compradas do Master, além de solicitar o bloqueio das ações em posse de pessoas e fundos vinculadas ao Master e à Reag.
No documento enviado à 13ª Vara Cível de Brasília, a Machado Meyer diz que houve “uso sistemático de estruturas pulverizadas, pessoas interpostas e ‘laranjas’ para dificultar a rastreabilidade perante os entes reguladores e fiscalizadores, tais como CVM [Comissão de Valores Mobiliários] e Bacen [Banco Central]”.
“A engenharia de triangulação envolveu: (a) pessoas físicas que atuaram como meros veículos de passagem, sem animus de investimento ou assunção de risco próprios, como Adalberto Valadão e Leonardo Augusto, que receberam juntos aproximadamente R$ 265 milhões para subscrever ações no ACP 1 e posteriormente aliená-las aos fundos Borneo e Verbier; e (b) fundos administrados e geridos por entidades do grupo Reag e Master Corretora, como Borneo, Delta, Deneb, Asterope FIP, Celeno, entre outros”, diz trecho do documento do BRB, representado pela Machado Meyer.
O fundo Borneo, administrado pela Reag, tornou-se sócio do BRB após comprar ações de Leonardo Ávila, dono da incorporadora Faenge, em julho de 2024. A operação foi intermediada pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, segundo a auditoria.
(Metrópoles/Isadora Teixeira. Foto: Reprodução/Codese-DF)
