A possibilidade de suspensão dos atendimentos especializados voltados ao público autista voltou ao centro dos debates na Câmara Municipal de Marabá. O tema mobilizou vereadores, mães atípicas e representantes da Clínica Comunicare durante reunião da Comissão de Administração, Saúde, Serviços, Segurança e Seguridade Social, realizada na segunda-feira (27), diante do risco de interrupção de terapias essenciais para dezenas de crianças atendidas no município.
Nos últimos meses, a Clínica Comunicare, uma das empresas conveniadas à Prefeitura de Marabá, tem relatado atrasos sistemáticos nos repasses financeiros referentes aos serviços prestados. A unidade atende 47 crianças por mês com oferta de terapias especializadas, e a possibilidade de suspensão dos atendimentos acendeu um alerta entre famílias, profissionais e usuários do serviço.
Diante do cenário, membros do corpo administrativo da clínica, parlamentares e mães atípicas se reuniram para discutir a situação e buscar soluções que garantam a continuidade dos atendimentos.
Durante a reunião, o diretor técnico e proprietário da Clínica Comunicare, Adriano Viegas Rodrigues, afirmou que a empresa enfrenta dificuldades para receber os repasses da Prefeitura de Marabá referentes às terapias ofertadas aos pacientes e alertou que, caso a situação persista, poderá rescindir o contrato de prestação de serviços com o município.
(Correio de Carajás. Foto: divulgação)
