Uma operação resgatou mais de 50 trabalhadores que, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estavam sendo submetidos a condições análogas à escravidão em Cezarina, região sul de Goiás. Segundo o órgão, os trabalhadores aliciados vieram da Bahia e de Minas Gerais para trabalhar na extração de palha de milho para a produção de cigarros.
A ação foi realizada nos dias 23 e 24 de julho. Ao todo, 55 trabalhadores, incluindo 9 mulheres, foram resgatados após serem atraídos com promessas de que poderiam ganhar entre R$ 6 mil e R$ 10 mil por mês.
De acordo com o ministério, cerca de 150 trabalhadores foram recrutados, mas dois terços já haviam ido embora pela insatisfação com a realidade do serviço.
“Quando eles chegaram aqui, não tinha trabalho. Eles ficaram parados por quase um mês e depois, quando começaram as atividades na extração da palha do milho, trabalhavam dois, três dias e o serviço parava”, informou o órgão.
Segundo o MTE, o empregador alegou que teve problemas logísticos com maquinário e, por isso, os trabalhadores ficaram sem trabalhar.
Com isso, os trabalhadores afirmaram que só receberiam o salário-mínimo nos dias em que não havia serviço. Além disso, eles alegam que os salários que deveriam ser pagos quinzenalmente estavam em atraso.
De acordo com Roberto Mendes, Auditor-Fiscal do Trabalho, o MTE levou os trabalhadores até a capital, onde eles foram embarcados para suas cidades de origem na Rodoviária de Goiânia.
(Por Letícia Fiuza, g1 Goiás. Foto: Divulgação/MTE)
