O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema foi oficializado, na segunda-feira (27), como o candidato do Partido Novo à Presidência da República nas eleições deste ano.
O anúncio foi feito após a convenção nacional da legenda realizada virtualmente, seguida de uma coletiva em Brasília, e contou com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro.
Durante o primeiro pronunciamento oficial como candidato, Zema enfatizou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao partido dele, PT, e também fez duras declarações sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Contudo, o ex-governador evitou fazer críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro, que é seu adversário na corrida eleitoral — diferentemente dos últimos meses, quando adotou um tom mais agressivo diante das revelações de proximidade entre Flávio e do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dirigente do Banco Master.
Zema também citou políticos e outras autoridades associadas ao caso Master, instituição liquidada e suspeita de ser o núcleo de um esquema bilionário de fraudes financeiras, e aos descontos indevidos realizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Além disso, dedicou boa parte da fala para a segurança pública. Nesse sentido, prometeu classificar facções criminosas como organizações terroristas, e sugeriu construir um presídio na Amazônia para deter lideranças do crime organizado.
Zema também disse que pretende construir um “superpresídio” em uma área remota do país, “de preferência no meio da Amazônia”, para concentrar lideranças de facções criminosas.
(Por Júlia Christine, Luiz Felipe Barbiéri, Caetano Tonet, Mariana Laboissière, Ana Flávia Castro, g1 — Brasília.
