O menino G. V. F, de três anos, sofreu “muita violência”, segundo o médico legista e diretor do Instituto Médico Legal de Palmas (IML), Eduardo Godinho. A análise preliminar aponta que a criança morreu após sofrer laceração intestinal e uma hemorragia interna.
“No exame preliminar, a causa da morte, aparentemente, foi por laceração intestinal e sangue. Ele teve hemorragia interna e externa, o que levou a causa morte”, explicou o diretor.
A criança foi encontrada em uma casa na região norte de Palmas na segunda-feira (3), depois que um advogado, pai do menino, procurou a Polícia Civil, afirmando que o filho supostamente teria morrido após começar a se afogar na piscina.
Um inquérito policial foi aberto para apurar a possível participação do pai na morte do menino. Ele foi ouvido e liberado após entregar as chaves do imóvel à polícia. Os pais do menino não eram casados e a mãe foi vítima de ameaças em 2023. O delegado Eduardo Menezes, da Delegacia de Homicídios, afirmou que aguarda a conclusão dos laudos, mas informou que o pai da criança é investigado.
“Foi constatado alguns indícios de violência no corpo, e a DHPP foi acionada, e agora a gente está investigando para determinar se houve essa agressão [por parte] do pai ou se ali se deu, na verdade, um homicídio. Então, a gente vai aguardar inicialmente a confecção dos laudos. O laudo cadavérico traz muitas informações importantes para definir se há um acidente ou um homicídio”, comentou.
A defesa do pai, afirma que ele estava com a criança na piscina em uma aparente situação de afogamento. Conforme a versão apresentada, ele retirou o menino da água, prestou os primeiros socorros, e a criança voltou a reagir após expelir a água ingerida. A defesa afirma que, diante da melhora aparente, o pai deu banho no filho e o colocou para descansar.
Ainda segundo o relato, na manhã de segunda-feira (3), o pai percebeu que a criança não respondia e não apresentava sinais vitais. A defesa afirma que, abalado e desorientado, o pai deixou a residência, mas depois se apresentou espontaneamente à delegacia, comunicou o ocorrido, prestou esclarecimentos e entregou as chaves da casa para os trabalhos da polícia e da perícia.
(Por Patrício Reis, Ana Paula Rehbein, g1 Tocantins e TV Anhanguera. Foto: Divulgação/PC-TO)
