A cachoeira mais alta do Salto Corumbá, em Corumbá de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, é um importante ponto turístico para a cidade e o território goiano, mas antes de ser o que é hoje, o local chegou a ficar sem água por mais de 250 anos.
De acordo com o historiador Ramir Curado, isso aconteceu por conta de um desvio na água do Rio Corumbá durante a exploração do ouro na região, no século XVIII.
Ainda segundo o historiador, a queda d’água, que atualmente atrai cerca de 120 mil turistas por ano, foi considerada um obstáculo para essa exploração.
Cleber Nerys, coordenador da Rota dos Pireneus e gestor do Salto Corumbá, contou que foi realizada uma intervenção de recuperação do leito natural durante a pavimentação da BR-414, rodovia que acompanha o rio por vários quilômetros.
Ramir explicou que, com isso, a água voltou a cair na cachoeira que da nome ao parque, que tem cerca de 50 metros, em 1988. Ele também atribui essa intervenção de restauração do leito ao proprietário da área do Salto de Corumbá, Rodrigo Estivallet Borges Teixeira.
Mesmo após a recuperação, o antigo desvio permanece visível e pode ser conhecido pelos visitantes durante as atividades realizadas no parque.
((Por Vinicius Moraes, Flávia Juliate, g1 Goiás. Foto: Divulgação/Prefeitura de Corumbá de Goiás)
