Quarta-feira, 3 de junho de 2026
Redenção

STF mantém decisão do Júri que condenou médico por matar namorada grávida no MT

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a condenação do médico Fernando Veríssimo de Carvalho pela morte da namorada, Beatriz Nuala Soares Milano, de 23 anos, ocorrida em 2018, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.

A decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes no último dia 29 de maio. Com isso, permanece válida a pena de 24 anos e 4 meses de prisão imposta ao réu.

Na época do crime, Beatriz estava grávida de cinco meses. Ela foi encontrada morta na casa onde morava com Fernando, no bairro Vila Aurora. Conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a vítima sofreu traumatismo cranioencefálico causado por uma pancada na cabeça.

Após o crime, Fernando fugiu e foi localizado quase um mês depois na casa dos pais, em Ribeirão Preto (SP), onde acabou preso

No recurso apresentado ao STF, a defesa alegou que o juiz responsável pela sessão do Tribunal do Júri teria influenciado o Conselho de Sentença ao iniciar os questionamentos das testemunhas durante o julgamento. Segundo a defesa, a conduta violaria o devido processo legal e poderia ter interferido na decisão dos jurados.

Em 2021, Fernando foi condenado a 41 anos e oito meses de prisão por homicídio quadruplamente qualificado e aborto sem o consentimento da gestante. Posteriormente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reduziu a pena para 24 anos e 4 meses.

Ao analisar o caso, Alexandre de Moraes entendeu que a defesa não demonstrou de forma suficiente a existência de repercussão geral, requisito necessário para que o STF analise um recurso extraordinário.

(Por Arielly Barth, g1 MT. Foto: divulgação)