Mais de 1.300 pessoas estão desaparecidas — incluindo pelo menos 700 estrangeiros — depois que enchentes repentinas catastróficas atingiram a China e o Nepal na quarta-feira (26). Mais de 300 pessoas estão confirmadas como mortas, com operações de busca e resgate em andamento.
Segundo a China, que vem divulgando números atualizados, 260 estrangeiros estão desaparecidos no lado chinês da fronteira, na região do Tibete. O Ministério das Relações Exteriores da China disse que, embora detalhes específicos sobre os estrangeiros ainda estejam sendo verificados, alguns eram turistas e outros eram peregrinos.
O Nepal disse que os países com os maiores números de cidadãos desaparecidos no seu lado da fronteira são Índia (178); Estados Unidos (65); Ucrânia (53), Malásia (51); Austrália (35), Reino Unido (33) e Canadá (25), totalizando 440 pessoas.
Muitos dos cidadãos estrangeiros desaparecidos no Nepal estavam em excursões de trekking ou peregrinações religiosas nos vales remotos, mas pitorescos, do norte do Nepal, que são uma grande atração turística.
Até a manhã desta quinta-feira (27), não havia registros de brasileiros entre os desaparecidos.
Grupo sumiu em excursão
Vinte e dois americanos viajaram para o Monte Kailash em um grupo formado por 77 peregrinos, incluindo 12 canadenses, 11 australianos, nove britânicos e outros da Alemanha, França e de outras nações. Três voluntários nepaleses também os apoiavam, disse um porta-voz da Isha Foundation.
Por que tantos peregrinos indianos estavam viajando pelo Nepal atingido pelas enchentes
A jornada sagrada atrai milhares de devotos para algumas das regiões mais remotas e imprevisíveis do Himalaia.
No hinduísmo, o Monte Kailash, no Tibete, é reverenciado como a morada do deus Shiva, enquanto o Lago Manasarovar é considerado um dos lugares mais sagrados da religião, onde peregrinos vão para rezar e buscar purificação espiritual.
(Kunal Sehgal, Jerome Taylor e Ayushi Shah, da CNN. Foto: REUTERS)
