Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Redenção

Presidenciáveis já gastaram R$ 74 milhões nas campanhas com publicidade, estratégia digital, voos e advogados

Os principais candidatos à Presidência nas eleições de 2026 já declararam R$ 74 milhões em gastos de campanha. Entre as despesas estão publicidade, estratégia digital, voos e advogados. Nesta quarta-feira (9), começa o prazo para candidatos, partidos, federações e coligações apresentarem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial da campanha eleitoral.

A prestação de contas parcial reúne todas as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro recebidos ou utilizados desde o início da campanha, em 16 de agosto, até 8 de setembro.

As informações são enviadas pelo Conta+JE, sistema da Justiça Eleitoral que centraliza a prestação de contas. Mesmo antes do fim do prazo, porém, a maioria dos candidatos já começou a informar parte das receitas e despesas no DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre os principais presidenciáveis, os gastos declarados até agora somam R$ 74 milhões. Flávio Bolsonaro (PL) concentra, de longe, o maior valor: R$ 49 milhões. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 20 milhões, e Romeu Zema (Novo), com R$ 2 milhões.

Na outra ponta, o presidente Lula (PT) e Augusto Cury (Avante) declararam, até o momento, valores bem menores: R$ 100 mil e R$ 55 mil, respectivamente.

A cada eleição, o TSE fixa um teto de gastos para cada cargo em disputa. Para os candidatos a presidente, nas eleições 2026, o limite máximo de gastos é de R$ 88,9 milhões no primeiro turno e R$ 44,5 milhões no segundo turno. Ou seja, o político que participar dos dois turnos da eleição presidencial pode gastar até R$ 133,4 milhões.

(Por Hadass Leventhal, g1 — São Paulo. Foto: Divulgação)