As investigações da Operação Tigre de Areia revelaram como um grupo suspeito de explorar jogos de azar ilegais supostamente lavava dinheiro para ocultar patrimônio em Palmas. Segundo a Polícia Civil, a influenciadora Lara Luiza Cabral e a mãe dela usavam contas de parentes e até igrejas para circular dinheiro, por meio de transferências fracionadas.
Segundo a decisão, em apenas um ano, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões. Durante a operação, a polícia apreendeu três veículos e bloqueou três casas e sete lotes. A Justiça também suspendeu os perfis nas redes sociais usados para promover apostas e sorteios ilegais.
A equipe de Lara Luiza Cabral foi procurada para comentar as investigações, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 não conseguiu contato com a mãe da investigada.
O delegado-chefe da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª Deic), Wanderson Chaves de Queiroz, explicou ao g1 que usar instituições religiosas é uma tática comum em crimes financeiros.
“O dinheiro do crime entra como doação de oferta ou de dízimos e sai um dinheiro limpo como da entidade religiosa. Um pastor, por exemplo, com esse dinheiro poderia comprar imóveis para a igreja, carros, fazer investimentos e outros negócios para beneficiar a pessoa que inicialmente injetou o dinheiro ilícito”, detalhou o delegado.
(Por Igor Carneiro, g1 Tocantins. Foto: Divulgação/SSP)
