A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado, apresentou na segunda-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) recurso para anular a decisão que autorizou a busca e apreensão em sua residência.
O senador foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (18). A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça.
A PF apontou que Jaques Wagner atuou em defesa de interesses do Banco Master no Congresso Nacional e, em troca, recebeu vantagens indevidas — como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a familiares do parlamentar (veja mais detalhes abaixo).
Além de Jaques Wagner, a PF também mirou nesta fase da operação o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno — liquidado pelo Banco Central em fevereiro.
A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Em nota, a defesa do senador diz ter havido “erros graves” que comprometem a ação da PF.
“A defesa sustenta que a medida está equivocada pelos seguintes motivos: o senador jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master. Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco”, diz o posicionamento assinado pelo advogado de Jaques Wagner, Pablo Rodrigues.
(Por Redação — Brasília. oto: Carlos Moura/Agência Senado)
