Cerca de 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocuparam, na terça-feira (13), a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Cuiabá. O movimento afirma que não há previsão para encerrar a ocupação e cobra respostas do Governo Federal sobre processos de reforma agrária em Mato Grosso.
Segundo o coordenação nacional do MST em Mato Grosso, Valdeir Souza, as famílias permanecerão no local até que haja retorno concreto sobre a pauta apresentada ao Incra e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
“O principal ponto é o pagamento da área Santa Cecília, em Nova Olímpia, que já foi decretada para desapropriação pelo presidente Lula no início do ano, mas até agora não houve pagamento e nem previsão”, afirmou.
Em nota ao g1, o Incra afirmou que discute as demandas apresentadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra com as lideranças do movimento, seguindo as normas para obtenção de áreas e criação de assentamentos. O órgão afirmou ainda que mantém diálogo com os manifestantes e está à disposição para esclarecimentos.
“A maioria das reivindicações mencionadas – algumas com mais de 15 anos – foi devidamente analisada e encaminhada pela Superintendência à sede do Incra, em Brasília, para aprovação final, conforme os trâmites previstos pela autarquia. É importante destacar que os encaminhamentos técnicos e administrativos por parte da Superintendência já foram realizados. O Incra lamenta que, mesmo diante do andamento regular dos processos, o movimento tenha optado pela ocupação do prédio da Superintendência em Cuiabá, sem aviso prévio”, diz trecho da nota.
(Por Fernanda Deamo, Marcos Salesse, g1 MT e TV Centro América.
